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Credzard

Orquídeas · América do Sul

Drácula-vampira

Dracula vampira

Orquídea equatoriana de flores escuras e caudas longas, penduradas como máscaras no musgo.

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Drácula-vampira (Dracula vampira)

O nome parece troça até a flor abrir. Três sépalas escuras, nervuras quase negras e caudas que escorrem para baixo: a Dracula vampira parece uma máscara pendurada no musgo, não uma orquídea de vitrine colorida. O labelo pequeno, escondido no centro, completa o disfarce de fungo que engana moscas.

Ela vive onde a nuvem raspa o tronco o dia inteiro. Sem essa umidade fria, os botões abortam e as folhas mancham. A faixa altitudinal é estreita, e o bosque nublado equatoriano recua diante de lavoura e estrada. Cada clareira seca um teatro inteiro de espécies do gênero.

Colecionadores de clima frio conseguem mantê-la em estufa úmida, com as vasos pendurados para a flor cair no vazio — o jeito certo de ver as caudas. Isso não amplia a mata. A raridade verdadeira está na encosta, não no banco de híbridos.

Características

Epífita de folhas finas e inflorescência pendente. Sépalas largas, quase negras, com caudas longas; labelo que imita superfície de cogumelo para atrair dípteros.

Habitat e origem

Troncos musgosos entre 1.800 e 2.200 m, em neblina quase diária País de referência: Equador.

Floração

Várias vezes ao ano se a neblina e o fresco se mantêm; a haste sai de baixo da planta e a flor fica suspensa.

Cultivo

Estufa fria, umidade alta, sombra e vasos ou cestos pendentes. Calor de planície tropical mata a planta. Água de chuva ou osmose é regra.

Conservação

Em Perigo pelo desmate do bosque nublado ocidental equatoriano. A faixa de altitude é estreita demais para a espécie acompanhar a subida da fronteira agrícola.

Curiosidades

  • O gênero Dracula foi batizado pela cara da flor, anos antes desta espécie receber o epíteto vampira.
  • Moscas de fungo pousam no labelo achando que é cogumelo.
  • As caudas das sépalas podem ultrapassar o comprimento da própria flor.