A aclândia cabe na palma e mesmo assim rouba a bancada. Duas folhas curtas, um bulbo miúdo e uma flor de fundo oliva cravejada de manchas quase pretas, com labelo magenta. Ela gosta de luz que queima o iniciante — restinga, cerca, galho baixo batido pelo vento do Recôncavo e do litoral sul baiano.
Lady Lydia Acland recebeu o nome da espécie em 1840, quando a planta chegou à Inglaterra. No campo, o endereço é estreito e quente. A mata de restinga some sob loteamento, e a planta de cerca não substitui a população da árvore nativa. Coleta para feira ainda acontece porque a flor “diferente” vende.
No vaso pequeno, com muita luz e pouca água, ela floresce mais de uma vez por ano. O erro clássico é sombrear demais e tratar como planta de mata fechada. A raridade está no mapa baiano, não na dificuldade hortícola do clone.
Características
Cattleya bifoliada anã. Flores de 7 a 10 cm, tépalas verde-amareladas com máculas púrpura-escuras e labelo contrastante. Hábito rupícola e epífito de luz alta.
Habitat e origem
Galhos baixos, cercas de restinga e afloramentos próximos ao mar, com luz alta e vento País de referência: Brasil.
Floração
Pode repetir em levas no calor, com uma ou duas flores por haste; perfume adocicado discreto.
Cultivo
Vaso ou placa pequena, sol da manhã, substrato que seque rápido. Adubo fraco. Sensível a frio úmido e a vaso grande demais.
Conservação
Em Perigo. A faixa litorânea baiana é curta, a restinga recua e a coleta de plantas pintadas continua. Populações boas cabem em municípios contados.
Curiosidades
- É uma das poucas cattleyas bifoliadas anãs com desenho tão contrastado de manchas.
- O nome homenageia Lady Acland, não o coletor de campo.
- Formas quase sem mancha existem e são ainda mais cobiçadas — o que aumenta o risco no mato.