John Middlemist trouxe a muda da China para Londres em 1804. A flor é uma camélia dobrada de um rosa-carmim tão fechado que parece tecido, não pétala. O tempo apagou o paradeiro chinês e, por décadas, o mundo hortícola contou dois pés: um em Chiswick, outro na Nova Zelândia.
Não é uma espécie silvestre com ficha clássica de Lista Vermelha. É um clone que escapou do esquecimento por um fio. Cada poda malfeita, cada geada em estufa antiga, reduz um arquivo que não se reconstitui com semente de outra camélia.
Novas menções de exemplares aparecem de vez em quando, sempre em coleções fechadas. Isso não torna a planta comum. Quem vê a Middlemist aberta está diante de um acidente histórico que o comércio de mudas do século XIX quase deixou morrer.
Características
Camélia de flor dobrada, cor rosa-carmim intensa, folha coriácea típica do gênero. Propagação só por enxertia ou estaquia do clone original.
Habitat e origem
Originalmente jardins e bosques temperados da China; hoje só em pouquíssimas coleções País de referência: China.
Floração
Inverno e início de primavera em clima temperado; botões grandes, flor de longa duração no pé.
Cultivo
Estufa fria ou jardim ameno, solo ácido, água de chuva, proteção contra geada tardia. Só se multiplica por clone; semente de outros cultivares não recria esta flor.
Conservação
Cultivar sem avaliação formal de Lista Vermelha, porém com número de pés no mundo contado nos dedos. A perda de um único jardim historicamente importa como perda de espécie.
Curiosidades
- Por anos se repetiu que existiam só dois exemplares, um britânico e um neozelandês.
- A cor não é o vermelho de tinta: é um carmim denso, quase opaco no centro da flor dobrada.
- O paradeiro silvestre na China jamais foi reencontrado com certeza.