John e William Bartram viram a franklinia nas margens do Altamaha na década de 1760 e levaram semente para a Filadélfia. Ninguém mais a encontrou silvestre depois de 1803. O que existe hoje em parques e quintais dos Estados Unidos desce daquela coleta — uma árvore que o rio perdeu e o jardim guardou.
As flores brancas de cinco pétalas, com miolo dourado, lembram uma camélia aberta no fim do verão. No outono a folha vira cobre e vermelho. É um espetáculo doméstico para uma espécie que não tem mais população nativa contra a qual se medir.
A causa do sumiço silvestre nunca fechou: doença, mudança do regime do rio, coleta excessiva. Extinta na Natureza, ela depende de quem planta e de quem documenta procedência. Devolver a árvore ao Altamaha exige mais do que um viveiro: exige um rio que ainda a reconheça.
Características
Árvore pequena da família Theaceae, casca listrada, folha brilhante e flor branca de estames amarelos. Toda a diversidade viva passa por um gargalo do século XVIII.
Habitat e origem
Originalmente mata úmida ribeirinha do Altamaha; sobrevive só em jardins País de referência: Estados Unidos.
Floração
Fim do verão e início do outono no hemisfério norte; flores solitárias, abertas, de perfume suave.
Cultivo
Aceita clima temperado úmido, solo ácido e bem drenado, sol da manhã. Sensível a podridão de raiz em lama. A semente de jardim germina, mas o pool genético é estreito.
Conservação
Extinta na natureza. Não há população silvestre conhecida desde o começo do século XIX. A continuidade da espécie é inteiramente hortícola e geneticamente estreita.
Curiosidades
- O nome homenageia Benjamin Franklin, amigo da família Bartram.
- O epíteto alatamaha guarda o rio da Geórgia onde a árvore foi vista pela última vez no mato.
- Todas as franklinias cultivadas são, na prática, parentes próximos da mesma coleta colonial.