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Cactos · América do Norte

Rainha-da-noite

Selenicereus grandiflorus

Cacto trepador cuja flor enorme abre depois do escurecer, perfuma a madrugada e fecha de manhã.

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Rainha-da-noite (Selenicereus grandiflorus)

O dia inteiro a rainha-da-noite é só um cipó de arestas e espinhos curtos, grudado em muro ou tronco. Depois do pôr do sol, um botão escamoso desenrola pétalas brancas de trinta centímetros e lança um perfume que atravessa o quintal. Ao nascer do sol, a corola já está mole.

Polillas e morcegos fazem o turno curto. A planta, de hábito epífito ou rupícola, aproveita a altura para oferecer a flor no ar, não no chão. Em noites quentes de verão, vizinhos ainda se reúnem para ver o evento — um teatro que não se repete no mesmo botão.

A espécie em si não é a mais ameaçada dos cactos, e por isso entra aqui pela raridade do espetáculo, não pela conta de indivíduos. Coleta de plantas silvestres em ilhas pequenas ainda fere populações locais. No vaso, o difícil é dar o comprimento de haste e o choque térmico que disparam o botão.

Características

Cacto trepador de caules longos, nervuras poucas e areólas espaçadas. Flor noturna branca, grande, de tubo alongado e perfume intenso; fruto ovóide avermelhado.

Habitat e origem

Troncos, rochas e costões, como cacto trepador de clima quente País de referência: Jamaica.

Floração

Noites quentes da estação chuvosa; cada flor abre ao anoitecer e murcha na manhã seguinte. Um pé adulto pode abrir vários botões na mesma semana.

Cultivo

Sol da manhã, tutor, substrato aerado de epífita e rega no crescimento. Frio úmido apodrece o caule. Adubo leve no verão aumenta a chance de botão.

Conservação

Pouco Preocupante na avaliação global, com distribuição ampla no Caribe e no continente. Populações insulares sofrem com coleta e perda de mata costeira.

Curiosidades

  • Linnaeus já a descreveu no século XVIII; o epíteto grandiflorus é literal.
  • O perfume mistura notas doces e de baunilha e some com a primeira luz forte.
  • Em alguns países a flor virava xarope tradicional, o que não justifica arrancar pés nativos.