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Carnívoras · América do Norte

Sarracênia-verde

Sarracenia oreophila

A sarracênia mais ameaçada do sul dos Apalaches, com urnas verdes de verão e um histórico de perda de mais de 90% do habitat.

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Sarracênia-verde (Sarracenia oreophila)

No auge do verão, a sarracênia-verde levanta urnas eretas, sem tampa fechada, de um verde-claro que some na vegetação do brejo. A boca é ondulada e o opérculo se curva para frente, o bastante para desviar a chuva sem esconder a abertura. É uma planta de clareira: sem fogo periódico ou corte de arbustos, o sombreamento mata a touceira em poucos anos.

O nome oreophila — “amiga das montanhas” — descreve o refúgio, não o conforto. A espécie perdeu a maior parte das planícies úmidas do sul para drenagem, pinus comercial e desenvolvimento. Sobram populações isoladas, algumas com dezenas de indivíduos. O comércio ilegal de rizomas para colecionadores piorou o quadro nas décadas de 1970 e 1980.

Hoje ela figura no Apêndice I da CITES e em listas federais dos Estados Unidos. Programas de queima controlada e de reforço populacional tentam reabrir clareiras. Em cultivo autorizado, a planta é menos caprichosa do que o rajah, mas o material legal é escasso e o iniciante costuma confundir híbridos comerciais com a espécie pura — um erro que dilui o valor de conservação do que ainda resta.

Características

Urnas decíduas de 20 a 70 cm, predominantemente verdes, com venação discreta. No inverno a planta reduz a folhas planas (filódios). Rizoma grosso, horizontal.

Habitat e origem

Brejos de altitude e depressões arenosas com lençol raso, em clima de verão quente e inverno definido País de referência: Estados Unidos.

Floração

Flores amarelas pêndulas na primavera, antes do pico das urnas de verão. Cada haste carrega uma flor de odor doce.

Cultivo

Sol pleno, substrato de turfa e areia, água da chuva e dormência invernal fria. Material deve vir de viveiro autorizado; coleta silvestre é crime. Híbridos são comuns no comércio e não substituem a espécie.

Conservação

Restam poucos núcleos nos Apalaches meridionais. A perda de brejos, o sombreamento por falta de fogo e a extração histórica justificam o status crítico e a inclusão no Apêndice I da CITES.

Curiosidades

  • Mais de noventa por cento das estações históricas desapareceram no século XX.
  • No inverno a planta “desliga” as urnas e vive de filódios achatados, um hábito que a distingue das sarracênias sempre-verdes de litoral.
  • É uma das três Sarracenia listadas no Apêndice I, ao lado de formas extremamente localizadas de S. rubra.